Curitiba pelas lentes e pelos olhos de Daniel Castellano
- Ana Laura Braga, especial para Revista F
- 12 de jul. de 2018
- 2 min de leitura

O fotógrafo Daniel Castellano desvenda Curitiba em suas lentes, mostrando aspectos únicos da cidade. Com 38 anos, é fotógrafo há 17, e ao longo de sua carreira concorreu a diversos prêmios, como Concurso fotográfico Engenharia no Brasil e Euroclick 2011. Nessa entrevista para a Revista F, ele conta um pouco do seu trabalho e fala sobre seu olhar em relação a Curitiba, cidade palco de seus cliques fotográficos.
Revista F: O que é fotografia para você? De onde surgiu essa paixão?
Daniel Castellano: A fotografia pra mim surgiu aqui na Gazeta do Povo. Quando entrei aqui há 16 anos nem sabia direito o que iria fazer, comecei a olhar as fotografias e apreciar o trabalho dos fotógrafos que já trabalhavam aqui e isso despertou cada vez mais meu interesse. Hoje em dia a fotografia é meu estilo de vida.
RF: Qual a importância das mídias sociais para você?
DC: Atualmente é possível ter maior liberdade com o uso das redes sociais, pois você pode dar sua visão de mundo, da forma que quiser. Antigamente a foto era mandada para o editor e ficava esperando ser publicada, mas hoje não há mais essa espera, você mesmo pode publicar. As mídias se tornaram uma ferramenta de trabalho.
RF: Você passou a ver Curitiba de uma maneira diferente e exercer um senso mais crítico depois que começou a tirar fotos?
DC: Sim, a visão do morador é uma e a do fotojornalista é outra, porque passamos a enxergar coisas que para outras pessoas passam batido na rua. Como moradores de rua ou trabalhadores de rua, essas pessoas que a gente tem contato por anos tornam-se personagens dessa cidade, e com isso você começa a ver que tem muita desigualdade na cidade e acaba criticando um pouco mais.
RF: Qual o impacto seu trabalho deixa para a história da cidade de Curitiba?
DC: As fotos de hoje são jornalismo, amanha já é fotografia documental. Nós como fotógrafos temos que deixar esse legado para o futuro. O meu legado é de como era a vida desde 2006, quando comecei, até terminar minha carreira. Eu faço parte dessa linha do tempo.

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Texto e fotos: Ana Laura Braga, Curitiba-PR | Especial para Revista F
Edição: Sionelly Leite e Marcia Boroski